Tratamentos
Entenda como funciona o bloqueio dos nervos geniculares, para quem pode ser indicado e qual o seu papel no tratamento da dor crônica no joelho.

Bloqueio dos Nervos Geniculares para Dor no Joelho
A dor crônica no joelho pode limitar atividades simples, reduzir a mobilidade e comprometer significativamente a qualidade de vida. Em pacientes selecionados, o bloqueio dos nervos geniculares pode ser utilizado como uma estratégia para diagnóstico e controle da dor.
O procedimento consiste na aplicação de anestésico local próximo a determinados ramos nervosos responsáveis pela transmissão da sensibilidade dolorosa do joelho.
O Dr. Rafael Rahal, cirurgião ortopédico especializado em cirurgia do joelho, realiza uma avaliação individualizada para determinar se o bloqueio dos nervos geniculares pode fazer parte do tratamento de cada paciente.
O que são os nervos geniculares?
Os nervos geniculares são ramos nervosos que participam da inervação sensitiva da articulação do joelho.
Entre os principais alvos utilizados nos procedimentos intervencionistas estão os nervos:
Genicular superomedial.
Genicular superolateral.
Genicular inferomedial.
Esses nervos transmitem sinais de dor provenientes de estruturas ao redor da articulação.
Ao realizar um bloqueio próximo a esses nervos, é possível reduzir temporariamente a transmissão do estímulo doloroso.
Como funciona o bloqueio dos nervos geniculares?
O procedimento utiliza uma pequena quantidade de anestésico local aplicada próxima aos nervos geniculares selecionados.
A localização dos nervos pode ser realizada com auxílio de fluoroscopia ou ultrassonografia, permitindo maior precisão durante o procedimento.
O objetivo é interromper temporariamente a transmissão dos sinais de dor provenientes do joelho.
Em alguns pacientes, o bloqueio também pode ter finalidade diagnóstica, ajudando a avaliar quanto da dor do paciente está relacionada à inervação dos nervos geniculares.
Para quem pode ser indicado?
O bloqueio dos nervos geniculares pode ser considerado para pacientes com dor crônica no joelho, especialmente quando outras estratégias de tratamento não proporcionaram controle adequado dos sintomas.
Pode ser discutido em situações como:
Osteoartrose do joelho.
Dor persistente após artroplastia do joelho.
Dor crônica em pacientes que não apresentam indicação cirúrgica imediata.
Pacientes que apresentam contraindicações ou elevado risco para determinados procedimentos.
Avaliação diagnóstica antes de procedimentos de denervação.
A indicação depende sempre da avaliação individual do paciente.
Bloqueio diagnóstico
Uma das aplicações importantes do bloqueio dos nervos geniculares é sua utilização como teste diagnóstico.
Quando existe dúvida sobre a participação desses nervos na origem da dor, pode-se realizar um bloqueio com anestésico local e avaliar a resposta do paciente.
Uma redução significativa da dor após o bloqueio pode ajudar a identificar um componente relacionado à inervação genicular.
Isso pode ser utilizado como parte do planejamento de tratamentos posteriores, quando indicados.
Bloqueio dos nervos geniculares e radiofrequência
O bloqueio diagnóstico pode fazer parte da avaliação de pacientes que posteriormente podem ser considerados para radiofrequência dos nervos geniculares.
Na radiofrequência, uma cânula é posicionada próxima ao nervo-alvo e utiliza energia térmica para modificar sua capacidade de transmitir sinais dolorosos.
Dessa forma, o bloqueio e a radiofrequência são procedimentos diferentes:
Bloqueio → anestésico local → efeito temporário.
Radiofrequência → energia aplicada ao nervo → objetivo de proporcionar alívio mais prolongado.
A indicação da radiofrequência depende da resposta ao tratamento diagnóstico e das características de cada paciente.
O bloqueio cura a artrose?
Não.
O bloqueio dos nervos geniculares não trata a causa estrutural da artrose e não reconstrói a cartilagem.
Seu objetivo é atuar sobre a transmissão da dor, podendo proporcionar alívio dos sintomas em pacientes selecionados.
Por isso, o procedimento deve ser entendido como parte de uma estratégia de controle da dor e não como um tratamento capaz de eliminar a artrose.
Quanto tempo dura o efeito?
A duração do alívio depende do paciente, da causa da dor e do procedimento realizado.
Como o bloqueio utiliza anestésico local, seu efeito é temporário.
Quando existe indicação para um tratamento subsequente, como a radiofrequência, o objetivo é buscar um período mais prolongado de controle da dor.
A resposta, entretanto, varia individualmente.
Como é realizado o procedimento?
O paciente é posicionado de acordo com os nervos que serão abordados.
Após a preparação da pele e anestesia local, o médico posiciona uma agulha ou cânula próximo ao nervo-alvo utilizando fluoroscopia ou ultrassonografia.
Depois do posicionamento adequado, o medicamento é aplicado.
O procedimento geralmente é realizado de forma ambulatorial e o paciente pode retornar para casa após a avaliação.
É um procedimento seguro?
Como qualquer procedimento médico, o bloqueio dos nervos geniculares apresenta possíveis riscos.
Entre eles estão dor ou sensibilidade no local da aplicação, sangramento, hematoma, infecção e, mais raramente, lesões de estruturas próximas.
A utilização de técnicas de imagem e o conhecimento da anatomia local ajudam a aumentar a precisão e a segurança do procedimento.
O bloqueio substitui a prótese de joelho?
Não necessariamente.
Em pacientes com artrose avançada e indicação de artroplastia, o bloqueio dos nervos geniculares não deve ser considerado substituto de uma cirurgia indicada.
Entretanto, pode ter um papel no controle da dor em pacientes selecionados, especialmente quando a cirurgia precisa ser adiada ou quando existem condições que dificultam sua realização.
A decisão deve ser individualizada.
Uma abordagem individualizada para a dor no joelho
A dor no joelho pode ter diferentes origens e nem sempre está diretamente relacionada ao grau de artrose observado nos exames de imagem.
Por isso, o tratamento deve começar com uma avaliação adequada da causa da dor.
O bloqueio dos nervos geniculares pode ser uma ferramenta útil tanto para diagnóstico quanto para controle da dor em pacientes selecionados.
O objetivo é utilizar o procedimento dentro de um plano terapêutico individualizado, considerando as características do paciente, o diagnóstico e suas expectativas.
Pacientes de outros estados e países
Pacientes que vivem fora de São Paulo ou Brasília podem contar com nossa estrutura de Medical Concierge para organizar sua avaliação e tratamento.
Nossa equipe pode auxiliar na organização de:
Passagens aéreas.
Hospedagem.
Transporte.
Deslocamentos entre aeroporto, hotel e locais de atendimento.
Logística para consultas e procedimentos.
Necessidades do acompanhante.
Atendimento em São Paulo e Brasília
O Dr. Rafael Rahal atende pacientes em São Paulo e Brasília, com foco no diagnóstico e tratamento especializado das doenças do joelho.
Pacientes provenientes de outras cidades e países também podem contar com nossa equipe para organizar sua jornada de avaliação e tratamento.
Perguntas frequentes
O bloqueio dos nervos geniculares dói?
Pode haver algum desconforto durante a aplicação, mas é realizada anestesia local para proporcionar maior conforto durante o procedimento.
O efeito é permanente?
Não. O bloqueio com anestésico local tem efeito temporário. Em pacientes selecionados, ele pode fazer parte da avaliação para tratamentos com efeito mais prolongado.
Posso fazer o bloqueio nos dois joelhos?
A possibilidade depende da indicação e do planejamento individual do tratamento.
O bloqueio cura a artrose?
Não. O procedimento atua sobre a transmissão da dor, mas não reverte a artrose nem regenera a cartilagem.
O bloqueio pode ser usado antes da radiofrequência?
Sim. Em determinados protocolos, o bloqueio diagnóstico pode ser utilizado para avaliar a resposta do paciente antes de considerar a radiofrequência dos nervos geniculares.
Quem pode se beneficiar do procedimento?
Principalmente pacientes com dor crônica no joelho cuidadosamente selecionados após avaliação médica.
Programe sua avaliação
Se você apresenta dor crônica no joelho, artrose ou dor persistente após uma cirurgia, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar a origem dos sintomas e as opções de tratamento disponíveis.
O Dr. Rafael Rahal é cirurgião ortopédico especializado em cirurgia do joelho, graduado pela USP e especialista em cirurgia do joelho pela Santa Casa de São Paulo.
Atende pacientes em São Paulo e Brasília, incluindo pacientes provenientes de outros estados e países.
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Atendimento em São Paulo (Moema, Hospital Albert Einstein e Sírio-Libanês) e Brasília.
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