Tratamentos
Entenda o que são MFAT e Nanofat, como são obtidos a partir do tecido adiposo e em quais indicações.

MFAT e Nanofat no Tratamento do Joelho
As terapias derivadas do tecido adiposo vêm sendo estudadas como alternativas para o tratamento de diferentes condições musculoesqueléticas. Entre essas técnicas estão o MFAT (Microfragmented Adipose Tissue) e o Nanofat, que utilizam o próprio tecido adiposo do paciente após diferentes processos de preparação.
Essas abordagens têm despertado interesse especialmente no tratamento de doenças degenerativas e lesões articulares, incluindo casos selecionados de artrose do joelho.
O Dr. Rafael Rahal, cirurgião ortopédico especializado em cirurgia do joelho, realiza uma avaliação individualizada para determinar se essas técnicas podem fazer parte da estratégia de tratamento de cada paciente.
O que é o MFAT?
O MFAT (Microfragmented Adipose Tissue) é um tecido adiposo obtido do próprio paciente e submetido a um processo de microfragmentação e lavagem, buscando preservar a estrutura do tecido e seus componentes celulares e extracelulares.
O tecido adiposo contém diferentes tipos celulares e uma matriz extracelular rica em componentes biologicamente ativos. Entre essas células estão as células estromais/mesenquimais, além de outras populações celulares.
Por isso, o MFAT não deve ser entendido simplesmente como uma aplicação de “células-tronco”. Trata-se de um tecido autólogo processado, cuja composição pode variar de acordo com a técnica e o sistema utilizado.
E o que é o Nanofat?
O Nanofat também é obtido a partir do tecido adiposo do próprio paciente, mas passa por um processamento adicional que transforma o tecido em uma preparação mais fluida e rica em componentes celulares.
Diferentemente do MFAT, o objetivo do processamento do nanofat é obter uma preparação com partículas muito menores, modificando significativamente a estrutura original do tecido adiposo.
Por isso, MFAT e nanofat não são produtos equivalentes e apresentam características biológicas e aplicações diferentes.
Como é realizado o procedimento?
O procedimento começa com a coleta de uma pequena quantidade de tecido adiposo, geralmente em uma região previamente definida durante o planejamento.
O tecido coletado é então processado de acordo com a técnica escolhida.
No caso do MFAT, o tecido adiposo é microfragmentado e lavado, preservando sua estrutura tridimensional.
No nanofat, o processamento é mais intenso, produzindo uma preparação mais fluida.
Após o preparo, o material pode ser aplicado na região do joelho de acordo com a indicação clínica.
Para quem pode ser indicado?
A utilização de MFAT ou nanofat deve ser considerada de maneira individualizada.
Essas técnicas podem ser discutidas em determinados pacientes com doenças degenerativas do joelho, alterações da cartilagem ou outras condições articulares, dependendo do diagnóstico e dos objetivos do tratamento.
Antes de indicar o procedimento, avaliamos:
Intensidade e duração da dor.
Limitação funcional.
Exame físico.
Radiografias e outros exames de imagem.
Estado da cartilagem.
Grau de comprometimento da articulação.
Tratamentos realizados anteriormente.
Idade e nível de atividade física.
Expectativas e objetivos do paciente.
A partir dessa avaliação, definimos se uma terapia derivada do tecido adiposo pode ter algum papel no tratamento.
MFAT e células-tronco
Um ponto importante é diferenciar o MFAT de uma terapia baseada em células-tronco isoladas.
O MFAT é um tecido adiposo autólogo processado que contém uma população heterogênea de células e componentes da matriz extracelular.
Embora o tecido adiposo contenha células com características mesenquimais, não é adequado simplificar o procedimento como uma simples “injeção de células-tronco”.
Essa distinção é importante para estabelecer expectativas realistas sobre o tratamento.
O MFAT ou Nanofat regenera a cartilagem?
Não podemos afirmar que essas técnicas regenerem uma cartilagem perdida ou curem a artrose.
Existe interesse científico no potencial biológico das células e componentes presentes no tecido adiposo, mas os resultados clínicos disponíveis ainda são heterogêneos.
O possível benefício pode estar relacionado principalmente à modulação do ambiente articular e ao controle dos sintomas, mas a resposta varia entre os pacientes.
Por isso, essas técnicas devem ser indicadas de maneira criteriosa e dentro de um plano terapêutico individualizado.
MFAT, Nanofat, PRP ou ácido hialurônico?
São tratamentos diferentes.
O PRP é obtido a partir do sangue do próprio paciente e concentra plaquetas e componentes plasmáticos.
O ácido hialurônico é aplicado dentro da articulação e possui propriedades viscoelásticas, podendo ser utilizado como viscos suplementação em pacientes selecionados.
O MFAT e o nanofat, por sua vez, são obtidos a partir do tecido adiposo do próprio paciente e apresentam uma composição celular e extracelular diferente.
A escolha entre essas opções não deve ser baseada em qual tratamento é considerado “mais forte”, mas em qual estratégia apresenta maior sentido para aquele paciente e para aquela condição do joelho.
Como é a recuperação?
A recuperação depende da técnica utilizada, da forma de aplicação e das características do paciente.
Pode ocorrer dor, sensibilidade ou aumento transitório dos sintomas após o procedimento, tanto na região tratada quanto no local de coleta do tecido adiposo.
As orientações sobre carga, atividade física e retorno aos exercícios são individualizadas.
O procedimento substitui uma cirurgia?
Não necessariamente.
MFAT e nanofat podem ser considerados dentro de estratégias não cirúrgicas ou como parte de abordagens específicas, dependendo do caso.
Entretanto, quando existe uma indicação cirúrgica bem estabelecida, uma terapia biológica não deve ser apresentada como substituta de uma cirurgia necessária.
A decisão deve considerar todas as alternativas terapêuticas disponíveis.
Uma abordagem individualizada
O tratamento das doenças do joelho deve ser baseado no diagnóstico e nas características de cada paciente.
MFAT e nanofat são tecnologias que despertam interesse na medicina regenerativa e continuam sendo objeto de investigação científica.
Por isso, a indicação deve ser feita com critérios médicos, expectativas realistas e conhecimento das evidências disponíveis.
O objetivo não é simplesmente aplicar uma terapia biológica, mas definir a estratégia que melhor se encaixa no quadro clínico de cada paciente.
Pacientes de outros estados e países
Pacientes que vivem fora de São Paulo ou Brasília podem contar com nossa estrutura de Medical Concierge para organizar sua avaliação e eventual tratamento.
Nossa equipe pode auxiliar na organização de:
Passagens aéreas.
Hospedagem.
Transporte.
Deslocamentos entre aeroporto, hotel e locais de atendimento.
Logística para consultas e procedimentos.
Necessidades do acompanhante.
Dessa forma, pacientes de outras regiões do Brasil e do exterior podem realizar sua avaliação com maior comodidade e organização.
Atendimento em São Paulo e Brasília
O Dr. Rafael Rahal atende pacientes em São Paulo e Brasília, com foco no diagnóstico e tratamento especializado das doenças do joelho.
Pacientes provenientes de outras cidades ou países também podem contar com nossa equipe para organizar sua jornada de avaliação e tratamento.
Perguntas frequentes
MFAT é uma aplicação de células-tronco?
Não exatamente. O MFAT é um tecido adiposo autólogo microfragmentado, que contém diferentes células e componentes da matriz extracelular, incluindo células com características mesenquimais.
MFAT e nanofat são a mesma coisa?
Não. Embora ambos sejam derivados do tecido adiposo, os processos de preparação são diferentes e resultam em produtos com características distintas.
MFAT cura a artrose?
Não. Atualmente, não é correto afirmar que o MFAT cure a artrose ou reconstrua uma cartilagem perdida.
De onde é retirado o tecido adiposo?
A coleta é realizada em uma região do próprio corpo do paciente definida durante o planejamento do procedimento.
O tratamento utiliza material do próprio paciente?
Sim. Tanto MFAT quanto nanofat são derivados do tecido adiposo autólogo.
Posso fazer MFAT nos dois joelhos?
A possibilidade depende da indicação e do planejamento individual do tratamento.
Programe sua avaliação
Se você apresenta dor no joelho, artrose, lesão de cartilagem ou limitação funcional, uma avaliação especializada pode ajudar a identificar as opções de tratamento mais adequadas para o seu caso.
O Dr. Rafael Rahal é cirurgião ortopédico especializado em cirurgia do joelho, graduado pela USP e especialista em cirurgia do joelho pela Santa Casa de São Paulo.
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